Há algum tempo atrás eu escrevi um post em meu blog perguntando: Por que morrer é tão ruim? Desde então, eu conversei com várias pessoas, tive retorno de outras pelos comentários, assisti algumas coisas e fui, como sempre, adaptando minha opinião. As idéias principais foram as seguintes:

  • Viver é ducaralho!
  • Será que viver para sempre seria bom?
  • Quando morrermos, será tão tranquilo assim?

Será que viver é ducaralho mesmo? Nada melhor que nós mesmos para saber. Tem algumas pessoas que acham que viver é um fardo… E para outras viver é realmente um fardo. Eu particularmente, como disse no post anterior, acho minha vida muito boa. Mas o que fazer quando a nossa vida não é tão boa assim? Primeiro temos que perguntar três coisas: Será que é realmente ruim mesmo? Será que não é apenas uma fase? O que eu poderia fazer para melhorar?

Essas três perguntas são básicas, mas difíceis de responder, ainda mais para uma pessoa pessimista que acha que a vida não vale a pena. Nesses casos, talvez uma ajuda externa ajude. Obviamente 95% das pessoas consultadas sobre isso irão dar opiniões otimistas, para que a pessoa melhore sua vida, afinal estes “conselheiros” não vão querer ser responsáveis por uma vida “ainda pior”. Na boa, o importante mesmo é ser crítico. Ser crítico quanto à sua situação, à sua opinião e à opinião dos outros.

Eu gosto mesmo é de ser otimista. Se a vida tá ruim em um momento, em outro poderá muito bem estar ótima! Quem viu o post passado, viu a representação da Morte em Sandman (por sinal, linda representação!). Isso me faz lembrar de uma das histórias do Sr. dos Sonhos… A história começa com um homem falando para seus companheiros: “A morte é uma baboseira, eu não vou morrer.” Sandman escuta a história e fica interessado. “Como você vai fazer isso?” – Morpheus pergunta. O rapaz diz, espertamente: “Fazemos assim. A cada 100 anos te encontro nesta mesma taberna, neste mesmo dia do ano.”.

A cada 100 anos o homem voltava àquela taberna e encontrava com o Sr. dos Sonhos. A cada visita, porém, ele estava sempre diferente. Em uma época era trabalhador, outra época era um mendigo, outra época era um empresário rico. A inércia é cruel, eu sei, mas nada é estático nesse mundo. Então eu prefiro viver em um mundo otimista.

Mas e aí? Se a vida não é ruim, por que morrer? Por que não viver para sempre? Por que não fazer que nem o homem da história e simplesmente enganar a morte e viver para sempre? No post passado, eu comentei que viver para sempre poderia cansar. Mas logo depois de muitas conversas e opiniões fui mudando minha opinião: será que esse “cansar” também não é apenas um efeito físico do desgaste do nosso corpo? Mentalmente, o cansar poderia ser diferente, mas em um mundo com “infinitas” possibilidades e eventos distintos, será que realmente a gente iria cansar?

O que me traz para outra história, a do filme “O Homem Da Terra” (Man From The Earth, em inglês). É o tipo de filme que eu chamo de “mindfuck”, ou seja, faz você pirar na batatinha de tanto pensar. Descobri o filme através de meu amigo Rafael, que por sua vez pegou o filme com o colega Rene (só para constar, a distribuição do filme é liberada!). O filme conta a história de um professor de faculdade que decide mudar de cidade e emprego depois de 10 anos como professor. Ele então faz uma confraternização com outros professores amigos, e durante a reunião na casa dele, com todos perguntando por que diabos ele está mudando radicalmente o rumo da vida sem mais nem menos, ele faz a pergunta: “E se eu fosse um ser que não morre, e que está andando pela Terra há 14.000 anos?” Os colegas professores especulam e ridicularizam a idéia absurda, mas quem está errado? E que revelações este homem “imortal” poderia nos dar?

No filme, a narrativa conta toda uma saga de um homem que não morre, vive milhares de épocas diferentes… E não cansa: pois é jovem e não envelhece. Apesar de ser apenas um homem comum, viveu por 14.000 anos em diferentes épocas, de diferentes formas e em diferentes lugares. Será verdade? E talvez, para ele, as coisas que damos mais importância, com o tempo podem ter se tornado banais o suficiente para ele não ligar muito. Pois bem, recomendo bastante assistir o filme!

Man From The Earth Logo

Man From The Earth Logo

E se morrermos, será tão ruim assim mesmo? Sobre isso, eu ainda continuo bem firme com minha opinião, de que a morte não é tão ruim assim e que quando morrermos, o nada nos presenteará com a paz eterna e absoluta. Mas tem quem diga que não seria justo ser só isso e que as religiões têm uma certa razão. Eu duvido muito ;-)

Gostou?

Imprimir esta página Imprimir esta página

Leia também:

  1. Por que morrer é tão ruim?
  2. Fedora Activity Update: FAQ, Mirrors, FDSCo, yakuake
  3. Problemas de atenção?