Por que morrer é tão ruim?
Semana passada eu fiquei doente. Começou com uma simples inflamação na garganta, coisa que tenho há vários e vários anos e até já me acostumei. Mas no meio do processo parece que a coisa piorou, eu não devo ter me cuidado direito (ou sei lá) e eu fiquei realmente mal. Felizmente depois de uma semana as coisas melhoraram um pouco, apesar de eu ainda ter sequelas :P
Uma das coisas mais chatas de ficar doente é que eu não consigo fazer nada. É, tenho que ficar na cama dormindo ou pensando, porque olhar pra qualquer tela eletrônica me dá dor de cabeça. Num de meus devaneios “doentis” (double combo!) na cama, fiquei pensando no que aconteceria se eu morresse. O engraçado é que diferente de muita gente, eu tenho um pensamento muito diferente sobre a morte… Eu aprendi a considerar a morte algo legal.
“Credo, o cara virou suicida”, você pensa. Mas não é bem assim… Para mim, “viver é ducaralho”, só o fato de viver mesmo. A vida em sí já é massa e interessante. O próprio conceito “vida” é um conceito único num universo infinitamente gigantesco. O “viver é ducaralho” foi uma frase que meu amigo Rafael soltou um dia desses lá na sala enquanto conversávamos sobre um assunto parecido e eu concordei.
Eu acho a vida muito legal sim, principalmente porque realmente minha vida é muito legal, ela é praticamente bem completa e perfeita. Tenho tudo o que preciso, salvo as futilidades que eu estou planejando ainda pro futuro, como uma Harley Davidson, uma mansão da playboy particular e milhares de mulheres aos meus pés. Eu evito a morte, mas se eu morrer, e daí? O que eu tenho de me preocupar?
“Um guerreiro deve cultivar o sentimento de que ele tem tudo o que é preciso para a jornada extravagante que é sua vida. O que conta para um guerreiro é estar vivo. A vida em si mesma já é suficiente, auto-explicativa e completa” Don Juan – A Erva do Diabo, de Carlos Castañeda.
A questão é: quando eu morrer, não vou ter mais nada com o que me preocupar. Nada. Isto porque eu acredito que quando a gente morre é isso que acontece, um grande nada. Sua consciência deixa de existir e você simplesmente não tem mais nada pra fazer, nem pensar. Eu não sei porque diabos as pessoas acham isso tão ruim… Ah, sei sim, é que as pessoas realmente gostam de se prender a alguma coisa :P Elas se prendem à outras pessoas, à algumas manias, à alguns gostos, à alguma idéia, à alguma religião. Isso é legal e as mantém sãs. Talvez a vontade de viver, a juventude e essas coisas, são as principais forças que fazem as pessoas serem assim. Mas nenhuma vida é eterna, então eu vou é deixar de ser burro e encarar a realidade.
Quero viver bastante, fazer muitas coisas legais, fazer a minha parte para deixar o mundo um pouco melhor para as pessoas também. Mas quando eu morrer, vou adorar! Não vou precisar fazer mais nada, vou entrar de férias permanentes até de pensamento! Uma espécie de Nirvana eterno! E se isso não é comfortante, o que é então?
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13 de jan de 2009 em 10:20 am
Eu acredito na permanência do meu ser após a minha morte, logo não espero morrer até realizar certas metas. Me preocupo com o como, com as pessoas, com a memória, com a minha herança para o mundo (coisas de leoninas).
Olha publiquei mais um texto do Namorando Nerds!
beijos e q bom q está bom!
07 de fev de 2009 em 8:23 am
Mas, quem disse que morrer é ruim ? Do ponto de vista espiritual nascer é morrer e morrer é nascer.
13 de mar de 2009 em 10:40 am
Cara vc ta certo a vida e dura e divertida mais com o tempo aas pessoas cansam e preferem esperar o seu fim com muito intusiasmo por que ja viveram e fizeram tudo que queriam assim deixando para proximas geraçoes a fazerem algo pelo mundo igual os ante passsados.
Seu morrer antes de ficar velhinho estarei feliz por que cada pessoa tem o seu tempo de vida!.
XP
14 de mar de 2009 em 6:25 pm
acho que morrer naum e taum ruim assim…por outro lado acho que é uma boua coisa,pq?as pessoas que naum estaum mais afim de viver,bem e com esse pensamento q a morte naum se torna taum assustadora assim!mas antes de morrer ate q gostaria sim de realizar coisas, ter bens materiais!
19 de mar de 2009 em 6:34 am
Rs… Seria interessante a vida finalizar com a morte.
Seria interessante eu não ter que viver e conviver com os meus erros após morrer.
Seria interessante simplesmente meu corpo apodrecer no e se juntar aos meus antepassados apenas pela tranformação da materia.
Seria interessante eu poder viver intessamente cada segundo da minha vida sem precisar pensar que terei que pagar por cada atitude errada quando a mesma finalizar.
Mas e se os cristão estiverem mesmo certos? e se existir realmente o conceito de céu e inferno? e se a vida não acabar aqui? e se um dia todos nós tivermos que enfrentar o julgamento de um DEUS todo-poderoso?
Esse tipo de pergunta as vezes me intriga, deveria eu ser norteado pela certeza de morrer e tudo acabar ou pela fé cega de umas poucas experiencias ritualisticas Cristã-judaicas emotivas e exasperadas?
Bom blog, bom site bom conteudo Eitch…Gratz
Já o acompanho a um tempim mas só hoje resolvi sair do anonimato… saushsuahsausah
19 de mar de 2009 em 6:46 am
Kracas… despois que escrevi vi a quantidade de erros de portugues….. uhsausasauh
22 de mar de 2009 em 3:40 pm
Poxa, amei seu texto… eu tenho tido muito medo da morte ultimamente, por estar com uns problemas de saúde, mas de repente eu pensei… morrer todos vamos, eu não vou é morrer de medo nem ficar fazendo exames terríveis para evitar o que um dia será inevitável. Só li o seu artigo hoje, procurando no google… onde você escreve sobre a morte.
Abração,
Verinha Rath – da Alemanha.
24 de mar de 2009 em 6:30 pm
literealmente odeio a ideia de morrer um dia!!!!!!
25 de mar de 2009 em 10:14 am
@Arrais:
Eu duvido muito que os cristãos estão certos :) Mas isso vai de cada um. Eu particularmente acho que são apenas mecanismos para deixar a mente sã. Eu não curto fé cega, então prefiro muito mais acreditar no desconhecido do que numa entidade onipotente.
E sabe, taí um motivo pra não achar a morte tão ruim, matar essa curiosidade infinita sobre o que é a morte! hahaha
@Verinha:
Não se esqueça que a vida é boa e por si só já é suficiente, como diz a citação que eu gosto. Eu acho que não devemos ter medo da morte, mas também não devemos rejeitar a vida ;-) Cada um ao seu tempo.
@dilza:
Será que viver pra sempre seria legal? Eu particularmente acho que iria enjoar! Pra sempre é muito tempo! :P
29 de abr de 2009 em 3:39 pm
acho que, sinceramente, se a morte não fosse uma incerteza todos sairiam fora dessa vida entediante e sofrida.
ninguém faz isso por medo…medo do desconhecido.
29 de abr de 2009 em 8:45 pm
[...] Leia TambémPor que morrer é tão ruim? [...]
25 de mai de 2009 em 2:16 am
A sei la… mano tipo tenho um grande medo da morte tipo chegar antes de eu estar preparado… ter minha vida finalizada…sem poder realizar tudo o que eu pretendo…
e sinceramente acho que vai apagar com se fosse um monitor quando se desliga so o preto nada mais…e se depois que eu viver pensando que to fudido quando morrer que num tem porra nenhuma pra mim em alguem lugar… e curti a vida e os cristaos estiver certo e eu me fude com algum ser unipotente la
mais duma coisa tenho certeza vamos morrer certeza nao sou o primeiro nem vou ser o unico entao que se foda que venha quando vinher espero ter feito bastante coisa nesse mundo grande num morrendo de gripe suina nem nada que me deixe debilitato por anos em cama ta firmeza kkk abrazz
06 de jul de 2009 em 11:18 pm
Olha cara nao tenha tanta certeza assim dessas férias permanentes e nem de que nao vai precisar fazer mais nada…
hehehe…porque não sabes o que se passa depois da morte, não é mesmo?
21 de out de 2009 em 12:56 pm
Se acreditar no nada, então não há porque temer nem a vida nem a morte. Mas, se acreditar num processo contínuo de mudanças, então é bom repensar a vida e a morte. Pois observando a história do universo vemos que tudo se modifica e tudo se interliga. Assim é a vida e a morte de qualquer ser material. A vida é uma grande oportunidade de crescimento e amadurecimento, pois se acreditar na existência da alma ou em evolução ou em princípios matemáticos, físicos ou químicos, não há porque ter causa sem consequência; início sem meio nem fim. A vida deve ser vivida com alegria e responsabilidade. Já a morte é o fim de um ser material, que teve um início, um meio (que pode e deve ser bem vivido) e um fim. Mas a morte também pode ser início de uma nova existência encadeada com o que fizemos… Assim sendo nunca procure a morte nem provoque mortes.
21 de out de 2009 em 4:11 pm
O grande nada de quando morremos que falo é o vazio da nossa consciência de si próprios. Em outras palavras, quando morrermos, nossa energia (aka alma) continuará a fluir por aí afora, se interligar e até interagir com o resto das forças do universo, mas com certeza não teremos a consciência disso: por isso é um “nada”. É pré-potência demais acharmos que nossas consciências serão sempre eternas.
Por isso, viver a vida da melhor maneira possível é saber aproveitar esse fato extraordinário que é termos a consciência de si próprios.
30 de out de 2009 em 3:44 pm
Não podia deixar de emitir minha opinião à respeito do assunto,ora debatido.
Penso que a morte seja algo bastante simples, ou seja, acaba-se todos os sentidos e imediatamente voce se transforma em uma matéria, como qualquer outra, desprovida de qualquer tipo de energia.
Mesmo com esse “achismo”, não me acovardo diante dos problemas meus e porque não dizer, de todos. Entendo que nosso papel aqui, em nossa vida, é tentar acrescentar mais conhecimento, para que as novas gerações tenha um crescimento ainda maior que nós tivemos, só assim voce deixará seu legado. É o que penso neste momento, possa ser que mude de opinião algum dia.
Bom, enquanto o final não chega, e espero que demore muito, vou continuar na minha labuta, ou seja, pregando sempre a educação e o respeito entre as pessoas.
09 de dez de 2009 em 8:36 am
MORRER È RUIM PRA QUEM NÃO CONHECE O FIM
kkkkkkkkkk!! vcs são muito inocentes!!!, me desculpe estar sendo meio grosseiro, mas a maioria de vcs não sabem muita coisa sobre a vida
e muito menos da vida espiritual, porque? porque são MATERIALISTAS!! e como toda criança que não sabe do que fala, confudem a causa
com o efeito e acabam falando besteiras, confundindo as coisas. Não me prendo a regras da religião também, não sou um alienado religioso
anti-cético como gostam de dizer e muito menos sofro de qulquer ilusão, mas dizer que “aceito a morte como tem que ser” é um ato de
liberdade psicológica e corajoso é ridículo!!, ele diz “porque ficarei aliviado de tudo”, típicos dizeres de covardes. Ele não tem medo da morte,
mas tem medo da eternidade? ele diz poder se confortar com a finalidade da morte sendo o fim, mas porque tbm tem medo da eternidade,
então como pode-se dizer corajoso?, pessoalmente eu tenho experiência sobre fatos comprovados que existe vida após a morte SIM
SENHORES! não existe isso de encarar a morte com naturalidade, isso é só um mecanismo natural para o protótipo de ateu descrente
orgulhoso se confortar com o seu desconhecido, não existe coragem que encare a morte do seu ser consciente com a razão dura e
desconhecida dos céticos, não adianta disfarçar com coragem dizendo: morreu! acabou! todo mundo tem medo da morte sim, mas somente os
que não sabem o que vêm depois e nem procuram saber por causa das suas vidinhas fúteis do dia-a-dia, sendo apenas materialistas.
Vcs nunca ouviram falar ou foram a centro espíritas?, receberam ordens premonitórias em sonhos, nunca pensam porque cientistas não
descobriram todos os mistérios do cérebro, pois dizem que somos somente isso!, e de talentos inatos vindos de outras vidas reencarnatórias,
porque um bebê foi salvo debaixo de um trem e o outro debaixo de um prédio desabado em um terrremoto?, nunca leram os livros de Allan
Kardec, o livro dos espíritos, o evangelho segundo o espiritismo, que comprova mais do que nunca os erros de interpretação que a Bíblia traz
sobre as questões da vida, da morte do inferno e do céu, nunca leram um livro espírita de Chico Xavier? ou por acaso vão dizer que médiuns
praticam charlatanismo ou sofrem de delírios coletivos que os fazem acreditar que tem alguém falando com eles sem ver, consciências
humanas eternas, puras e livres da matéria carnal que se manifestam em fenômenos até mesmo físicos. Eu, já cansei de ver e até falei com
espíritos e temho consciência como resposta para os muitos céticos de que não estava delirando, e sem margem de erros comprovam sem
dúvida a eternidade da nossa consciência após á morte, a vida após a morte, e há relatos de vivência destes espíritos em cidades-colônias
parecidas com as nossas aqui, que a igreja com seus homens imbecis chamam de céu criando um painel ilusório de que tudo lá é as 1000
maravilhas, sim, mas lugar de trabalho e resignação.
A essência do espírito não tem nada a ver com o que ainda pouco sabemos aqui sobre a matéria, porque espírito vem de Deus, é a nossa vida
após a morte, muito mais poderoso e inteligente, por tudo isso nos limitamos a dizer que somos um cérebro, e o nos confundimos com esse
órgão, um pedaço de carne cinzenta, dentro dessa caixa chamada crânio, que movimenta membros e costumes e nada mais do que isso.
Espírito é inteligência, a carne também é, porque ambos vêm de Deus e sua gloriosa providência, então os confundimos, por fim, o que
chamamos de alma é a evolução do espírito junto carne nas ordens corretas da orbe e parte tudo isto de um princípio inteligente, mas ateus
céticos dizem que um dia você vai morrer e sua consciência vai sumir com todas as suas memórias e nunca mais vai aparecer de novo, um
homem que define-se assim, pela crença dele, só existe uma vida como algo material apenas, como podemos definir uma coisa quando não
temos termos de comparação e com uma linguagem insuficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem a palavra,
incorpóreo seria mais exato, porque devemos compreender bem que o espírito, sendo uma criação, deve ser alguma coisa. É uma matéria
puríssima, mas sem comparação ou semelhança para nós, e tão etérea que não pode ser percebida pelos nossos pobres sentidos. É
lamentável que nós em nossa infinita ignorância ainda pensamos como certos amigos ai e esquecemos dos nosso verdadeiro “ser”.
Acredito que qualquer esforço que este homem tenha feito para tentar entender o que é Deus e suas leis e mistérios santificados foi em vão,
porque ele sempre parece levar as coisas para um lado muito materialista e “realista”, mas o que ele sabe ser “real” é o seu status social, ohh!!
- eu sou mais um dos poucos realistas!, ser ateu é melhor!, é cool!, do que ser teísta, queremos nos diferenciar dos outros, arrebentar a
caçamba, não sigo aquelas leis idiotas da oração e posso pecar ou não á vontade, sem ressentimento, posso ser livre e não preciso me
auto-flagelar com dolorosas culpas de leis divinas das religiões, ser livre, inclusive matar se quiser, sem culpa, a moral dos homens faz parte do
instinto da seleção natural e não temos que ter culpa em passar por cima dos fracos e suas alegorias para vencermos na vida, aliás, esta é
apenas passageira e dá pra contar várias piadas de duplo sentido e respostas que não tem base senão na própria ignorância e levar com eles
criaturas com as mesmas idéias e freqüências de pensamento. Esse tipo de homem, pensa em Deus como “Papai-do-Céu-das-Nuvens”,
engana-se com detalhes, com vícios de linguagem e de pensamento, um velho de barba branca que toma conta das coisas aqui na Terra, que
aponta erros e nos manda para o céu ou para o inferno de acordo com o que fazemos aqui,
MAS ENTÃO QUEM ESTÁ SENDO REALISTA?
09 de dez de 2009 em 8:50 am
RESPOSTA 2:
Do Evangelho se gundo o Espiritismo:
Vivemos, pensamos e operamos – eis o que é positivo. E que morremos, não é menos certo. Mas, deixando a Terra, para onde vamos? Que seremos após a morte? Estaremos melhor ou pior? Existiremos ou não? Ser ou não ser, tal a alternativa. Para sempre ou para nunca mais; ou tudo ou nada: Viveremos eternamente, ou tudo se aniquilará de vez? É uma tese, essa, que se impõe. Todo homem experimenta a necessidade de viver, de gozar, de amar e ser feliz. Dizei ao moribundo que ele viverá ainda; que a sua hora é retardada; dizei-lhe sobretudo que será mais feliz do que porventura o tenha sido, e o seu coração rejubilará. Mas, de que serviriam essas aspirações de felicidade, se um leve sopro pudesse dissipá-las?
Haverá algo de mais desesperador do que esse pensamento da destruição absoluta? Afeições caras, inteligência, progresso, saber laboriosamente adquiridos, tudo despedaçado, tudo perdido! De nada nos serviria, portanto, qualquer esforço no sofreamento das paixões, de fadiga para nos ilustrarmos, de devotamento à causa do progresso, desde que de tudo isso nada aproveitássemos, predominando o pensamento de que amanhã mesmo, talvez, de nada nos serviria tudo isso. Se assim fora, a sorte do homem seria cem vezes pior que a do bruto, porque este vive inteiramente do presente na satisfação dos seus apetites materiais, sem aspiração para o futuro, e ainda tem gente que se diz confortável com isso!
Diz-nos uma secreta intuição, porém, que isso não é possível.
Pela crença no nada, o homem concentra todos os seus pensamentos, forçosamente, na vida presente e material. Logicamente não se explicaria a preocupação de um futuro que se não espera. Esta preocupação exclusiva do presente conduz o homem a pensar em si somente, de preferência a tudo: é, pois, o mais poderoso estímulo ao egoísmo, e o incrédulo é conseqüente quando chega à seguinte conclusão: Gozemos enquanto aqui estamos; gozemos o mais possível, pois que conosco tudo se acaba; gozemos depressa, porque não sabemos quanto tempo existiremos.
Ainda conseqüente é esta outra conclusão, aliás mais grave para a sociedade: Gozemos apesar de tudo, gozemos de qualquer modo, cada qual por si: a felicidade neste mundo é do mais astuto.
E se o respeito humano contém a alguns seres, que freio haverá para os que nada temem?
Sò a miséria e a infelicidade
pOR FAVOR leiam mais pra não falarem besteiras por ai
“Todo homem morre, mas nem todo homem vive”
William Wallace
09 de dez de 2009 em 9:12 am
RESPOSTA 3:
para Hugo Cisneiros (Eitch)
O grande nada de quando morremos que falo é o vazio da nossa consciência de si próprios. Em outras palavras, quando morrermos, nossa
energia (aka alma) continuará a fluir por aí afora, se interligar e até interagir com o resto das forças do universo, mas com certeza não teremos
a consciência disso: por isso é um “nada”. É pré-potência demais acharmos que nossas consciências serão sempre eternas.
Por isso, viver a vida da melhor maneira possível é saber aproveitar esse fato extraordinário que é termos a consciência de si próprios.
Isto é pré-potência pra vc Hugo porque vc não consegue ver isso como uma causs simples, como eu vejo, mas baseia-se somente e sempre
em experimentos céticos. Hugo vc está confundindo as causas e efeitos.
Aqueles que acreditam na doutrina da alma que adentra o vazio do universo após a morte como um “nada” pretendem nela encontrar sem
querer a demonstração de alguns atributos de Deus. Sendo os mundos infinitos, Deus é, por isso mesmo, infinito; não havendo o vazio ou o
nada em nenhuma parte, Deus está, portanto, em toda parte; Deus, estando por toda parte, uma vez que tudo é parte integrante de Deus, dá a
todos os fenômenos da natureza uma razão de ser inteligente. O que se pode opor a esse raciocínio? – A razão. Reflita maduramente e não
será difícil reconhecer o absurdo desta idéia. Esta doutrina, faz de Deus um ser material, que é o que pensam os ateístas, embora dotado de
uma inteligência suprema, seria em tamanho grande o que nós somos em tamanho pequeno. Uma vez que a matéria se transforma sem parar,
se assim for, Deus não teria nenhuma estabilidade, Digo então que a vida estaria sujeito a todas as mudanças e variações, a todas as
necessidades da humanidade, e lhe faltaria um dos atributos essenciais da Divindade: a imutabilidade.
E o que falar da evolução. As coisas evoluem sim como o glorioso cientista Darwin descobriu, mas na evolução se encontram coisas
maravilhosas que são somente entendidas senão pelo poder inteligente de um princípio poderoso. Cada pequeno detalhe de grandes coisas
que verificamos na nossa vida, na natureza, não pode e nem poderá melhorar e representar-se em suprema perfeição ao infinito senão por um
trabalho poderoso nascente de uma ordem primária. Evolução é inteligência como Darwin descobriu, é ordem, organização em todo limite de
tempo, não pode surgir do “acaso-nascente”, pois este é mutável, sim, mas mutável em vias da desorganização, não poderíamos entender este
tipo de mutabilidade, que destino ela tomaria senão até mesmo o completo desprogresso, a volta para o nada por razão alguma. A evolução é
mutável, sim, mas pela organização e por fim sabemos aonde ela vai dá, sabemos isso de coração, na perfeição!
Não se pode imaginar que são as mesmas, as propriedades da matéria e a essência de Deus, sem o rebaixar na nossa concepção. Todas as
sutilezas do sofisma não conseguirão resolver o problema na sua natureza íntima. Não sabemos tudo o que Deus é, mas sabemos o que não
pode deixar de ser, e a teoria do panteísmo está em contradição com suas propriedades mais essenciais; ela confunde o criador com a
criatura, exatamente como se afirmasse categoricamente que uma máquina engenhosa fosse parte integrante do mecânico que a concebeu.
A inteligência de Deus se revela em suas obras como a de um pintor em seu quadro, mas as obras de Deus não são o próprio Deus, assim
como o quadro não é o pintor que o concebeu e executou. O homem, não podendo se fazer Deus, quer pelo menos ser uma parte dele.
A este sistema podem opor-se inumeráveis objeções, das quais são estas as principais: não se podendo conceber divindade sem infinita
perfeição, pergunta-se como um todo perfeito pode ser formado de partes tão imperfeitas, tendo necessidade de progredir? Devendo cada
parte ser submetida à lei do progresso, força é convir que o próprio Deus deve progredir; e se Ele progride constantemente, deveria ter sido, na
origem dos tempos, muito imperfeito.
E como pôde um ser imperfeito, formado de idéias tão divergentes e ignorantes, conceber leis tão harmônicas, tão admiráveis de unidade, de
sabedoria e previdência quais as que regem o Universo? Se todas as almas são porções da Divindade, todos concorreram para as leis da
Natureza; como sucede, pois, que elas murmurem sem cessar contra essas leis que são obra sua? Uma teoria não pode ser aceita como
verdadeira senão com a cláusula de satisfazer a razão e dar conta de todos os fatos que abrange; se um só fato lhe trouxer um desmentido, é
que não contém a verdade absoluta.
Sob o ponto de vista moral, as conseqüências são igualmente ilógicas. Em primeiro lugar é para as almas, tal como no sistema precedente, a
absorção num todo e a perda da individualidade. Dado que se admita, consoante a opinião de alguns panteístas, que as almas conservem
essa individualidade, Deus deixaria de ter vontade única para ser um composto de miríades de vontades divergentes.
Além disso, sendo cada alma parte integrante da Divindade, deixa de ser dominada por um poder superior; não incorre em responsabilidade
por seus atos bons ou maus; soberana, não tendo interesse algum na prática do bem, ela pode praticar o mal impunemente,
inconsequentemente em favor de forças mutáveis e instáveis.
Demais, estes sistemas não satisfazem nem a razão nem a aspiração humanas; deles decorrem dificuldades insuperáveis, pois são
impotentes para resolver todas as questões de fato que suscitam. O homem tem, pois, três alternativas: o nada, a absorção ou a
individualidade da alma antes e depois da morte.
Vc apenas escolheu a alternativa ou tentativa errada amigo, a segunda!
09 de dez de 2009 em 12:47 pm
“pessoalmente eu tenho experiência sobre fatos comprovados que existe vida após a morte SIM”
Não vou nem comentar mais nada depois disso, tava demorando pra alguem mais sem noção do que eu aparecer por aqui… :P So’ mais um religioso.
28 de jan de 2010 em 3:26 pm
Cara se na sua cabeça a morte é e tão somente este nada….vc realmente não mereceu viver …
30 de jan de 2010 em 2:31 pm
@DE
Ah é? Por que? :)
17 de fev de 2010 em 12:09 am
Meu caro amigo…
seu texto, lá em cima, salvou minha noite, meu dia, minha vida, de tanta simplicidade, mas, ao mesmo tempo, de tanta clareza e objetividade!
Você nem precisou ser – ou ler! – um Richard Dawkins. Você,claro, não é nem nunca será um Menckel, mas e´stá junto a eles nesse NÃO CRENÇA” E eu estou junto a eles e a ti.
Porra!
Nem ia beber outra cerveja neste início de madrugada de quarta-feira de cinzas – HIC!
Mas, vou!
Em homenagem a seu texto. E em homenagem a “grande dama de negro” – que eu, espero, demore muuuiiiitttto, ainda, a vir me visitar.
Falei.
17 de fev de 2010 em 12:16 am
Voltei para uns “remendos”.
Primeiro, “cês” vão me perdoando os erros de digitação… ISSO NEM IMPORTA MESMO!
Importa é que precisamos NÃO ter medo da morte!
Importa é fazer frente aos VALDOMIROS, UNIVERSAIS e REACIONÁRIOS PAPAIS, TERESAS DE ‘CALCUTÁIS’que nos rondam por aí. Essas “aves de graúna da tal ‘vida eterna’” precisam de uma correição ad eternum!
Viva la muerte!
Evidentemente, claro, “después de mucha la vida”.
Assino> Fábio Henrique
fabiohcg@bol.com.br